CURSOS
CONSULTORIA
PESQUISA
DOWNLOADS
INSCRIÇÕES
FALE CONOSCO
ENQUETE
Qual o principal fator na escolha de um MBA/Pós-graduação (marque até 2)?
Grade de Disciplinas
Quadro de Professores
Metodologia
Credibilidade da Marca
Preço
Instalações
Outra, Qual?
Busca:
 
Iniciativa com Acabativa
Publicado em: 28/06/2010
Para visualizar o artigo na íntegra, clique no botão "Download"
Clique para fazer download em versão PDF

O povo brasileiro sempre foi crédulo. O ditado “a esperança é a última que morre” parece que foi forjada exatamente para nós. Frases típicas desse modelo foram imprimindo durante anos a idéia de que éramos “o país do futuro”. Lembro também que quando era menino éramos o futuro do país.


Sempre fomos exímios em criar expectativas sem, contudo realizar as tarefas de casa ou mesmo propor algo diferente que justificasse aquela esperança. Viveram-se mais de cinqüenta anos induzidos a acreditar que um milagre poderia acontecer ou que o messias político fosse capaz de, numa canetada, melhorar tudo sem que para isso tivéssemos que exercer uma determinada dose de sacrifício.


Felizmente esse tempo já se foi e o país do futuro finalmente chegou. A globalização e a abertura econômica, não sem os previsíveis problemas, foram decisivas para a chegada desse novo Brasil. Percebemos que a concorrência traz benefícios, mas desde que nos preparemos ou estejamos organizados o suficiente para enfrentá-la. Daí conhecemos a competitividade, termo com o qual o brasileiro se familiarizou rapidamente.


Falar de mercado competitivo, capacidade competitiva, inovação ou concorrência, tornou-se habitual, desde universidades até nas empresas. Ocorre, no entanto, que vários, tanto alunos como trabalhadores (é excessivo chamá-los de profissionais), parecem que ainda não chegaram nessa fase da economia concorrencial.


Nas universidades, por exemplo, tenho observado que as iniciativas de boa parte dos alunos em propor mudanças são quase nulas. De outro, ficam felizes se o mínimo esforço for exigido para que ao final possam obter o almejado título, cuja utilidade em grande medida também é mínima. Os empresários já perceberam que anos de escola podem não significar muita coisa.


No meio acadêmico há boas ilhas e tenho sim presenciado casos com alunos e escolas fazendo mais que o mínimo. Grupos de estudo, exercícios extra-sala, dedicação dentro do que se espera, para que seja possível formar um bom profissional, capaz de trabalhar em qualquer lugar.


Mas ainda há aqueles que acreditam no famoso jeitinho e que caracterizou o brasileiro algumas décadas atrás, como um sujeito sonolento, mas esperto o suficiente para, mesmo sem merecer, seria capaz de driblar a lógica e ainda assim obter a glória.


Nestes estão os que compram os trabalhos de conclusão, por exemplo, e que não suportam qualquer pressão extra que os tire da zona de conforto. Mas são os primeiros a reclamar quando são substituídos nos seus postos de trabalho ou têm o salário achatado por mudanças funcionais.


Poderíamos dar a isso a soma da falta de iniciativa e acabativa. O primeiro todos sabem o que é, mas o segundo é um neologismo que significa a capacidade que algumas pessoas possuem de terminar aquilo que iniciaram ou concluir o que outros começaram. De forma simples, é colocar em prática uma ideia e levá-la até o fim.


De um modo geral, a iniciativa é algo venerado nos ambientes acadêmicos e empresariais, mas ultimamente o que mais tenho visto são empresários reclamarem da falta de acabativa de seus funcionários. Iniciar e terminar as atividades, por incrível que possa parecer, é um diferencial no mercado.


Ainda assim percebo que para muitos faltam tanto a iniciativa quanto a acabativa. A título de exemplo, são comuns os casos em que só se capacitam quando são obrigados ou quando a empresa paga. De outro, terminam, mas não concluem.


Por exemplo, é interessante o expressivo número de alunos que terminam as disciplinas em seus cursos, tanto de graduação como de pós-graduação, mas não fazem o trabalho de conclusão. Por isso, muitos currículos são um verdadeiro engodo, sendo importante sempre pedir comprovação.


O alento é que sempre há uma honrosa e pequena fatia de profissionais que se propõe a realizar as duas coisas.


 Boa semana de Gestão & Negócios.

Eleri Hamer é Diretor de Relações com o Mercado do IBG – Instituto Business Group, professor e palestrante – contato@elerihamer.com.br.
 
FAÇA SEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO!
Nome:
E-mail
Comentário:
 
 
Mentira Curricular e Network
O Equilíbrio como Estratégia Pessoal
Para Entrar no Mercado de Trabalho
Um Amigo que Faz a Diferença
Também Quero Folga
Veja Mais...
NOME:
E-MAIL:
CIDADE:
UF:
ibg@portalibg.com.br
Layout: Marketing Mercado | Webmaster: Danilo CelestinoTodos os direitos reservados para Instituto Business Group.